Candidato a governador do Paraná pelo PDT, o deputado estadual Requião Filho será sabatinado nesta terça-feira (11), às 12h30, em mais uma rodada do ciclo de entrevistas promovido por Folha e UOL. A estreia foi na última quinta (6), com o candidato ao Governo do Rio de Janeiro Anthony Garotinho (Republicanos).
A entrevista desta terça terá cerca de uma hora de duração e será conduzida pela jornalista Fabíola Cidral (UOL), com participação dos jornalistas Leonardo Sakamoto (UOL) e Bruno Ribeiro (Folha).
Outros dois candidatos ao Governo do Paraná foram convidados para sabatinas da Folha/UOL. O senador Sergio Moro (PL) concedeu entrevista na sexta-feira (7). Já o deputado federal Sandro Alex (PSD) participará no próximo dia 17.
Filho do ex-governador e ex-senador Roberto Requião (PDT), o advogado Maurício Thadeu de Mello e Silva, 46, conhecido como Requião Filho, está no terceiro mandato como deputado estadual.
Ao longo dos quase 12 anos no Legislativo, se manteve como um dos principais nomes da oposição aos governos de Beto Richa (PSDB) e de Ratinho Junior (PSD).
Ele também concorreu a prefeito de Curitiba pelo MDB no pleito de 2016, mas acabou em quinto lugar, com 5,6% dos votos. Na última eleição para a Assembleia Legislativa, em 2022, disputou filiado ao PT e foi eleito com 85.676 votos.
Na maior parte da sua trajetória política se manteve filiado ao MDB, sigla que no Paraná está historicamente ligada ao seu pai. Mas o ex-governador enfrentou o isolamento no partido após deixar o Senado e, em 2022, os dois se filiaram ao PT.
Naquele ano, pai e filho concordaram em criar um palanque regional para o então candidato e hoje presidente Lula (PT). Mas a relação estremeceu após a vitória nas urnas, e a dupla passou a fazer críticas a medidas adotadas pelo governo federal.
O ex-governador foi o primeiro a deixar o PT, alegando ter sido ignorado pelo partido após as eleições. Sempre repetiu, contudo, que não se arrependia do engajamento na campanha pró-Lula contra “a tragédia bolsonarista”.
Ambos foram abrigados no PDT em 2025. “É um partido que tem história. Aqui no Sul, como o brizolismo como um todo, é um partido de posições claras. E a nossa ideia seria, junto com esse time que já está aí, reconstruir esse partido”, disse Requião Filho, na ocasião.
No final do ano passado, Requião Filho se reaproximou do PT, sigla que hoje integra sua chapa ao Governo do Paraná, junto com PV, PSOL, PC do B, Rede, PRD e Solidariedade. A ideia foi manter o campo da centro-esquerda e da esquerda unido, em um cenário em que Sergio Moro lidera pesquisas de intenção de voto.
Levantamento da Genial/Quaest divulgado no final de julho trouxe Moro com 39%, seguido de Requião Filho, com 18%. Rafael Greca (MDB) registrava 12% e o candidato do PSD, Sandro Alex, 7%.
Greca, contudo, não vai mais concorrer à cadeira de governador e concordou em integrar a chapa do PSD, como candidato a vice-governador.
Na chapa de Requião Filho, o candidato a vice é o ex-deputado estadual Michelle Caputo (SD). Para o Senado, as vagas na chapa ficaram com os petistas Gleisi Hoffmann e Dr. Rosinha.
