A gestão de Gianni Infantino na Fifa ganhou outro opositor público. O presidente de LaLiga, Javier Tebas, se uniu à Uefa e declarou não ter mais condições de o suíço seguir no comando da entidade máxima do futebol mundial.
— Para mim, a era Infantino acabou — disse Tebas em entrevista ao jornal “Le Monde”.
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FFE causa danos irreparáveis à imagem de Infantino na Fifa
Infantino comanda a Fifa desde 2016 e tem a intenção de ser candidato a reeleição novamente no pleito presidencial marcado para março de 2027. Mas nem mesmo controvérsias em torno da relação com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, haviam sido tão desgastantes para a imagem do mandatário quanto o polêmico projeto de Fifa Forward Enterprise (FFE).
A ação teria sido desenvolvida “em segredo” pela Fifa e tinha como objetivo comercializar ativos da organização para investidores externos. Isso incluiria torneios como a Copa do Mundo. Houve muita rejeição à proposta, o que levou Infantino a abortar os planos.
Engavetar a FFE não foi suficiente para reparar danos à gestão. Principal voz do lado opoente, a Uefa estaria determinada a tirar Infantino do poder. A Concacaf, responsável pelo futebol nas Américas do Norte e Central e no Caribe, também sinalizaria de forma positiva a uma mudança de comando.
— Este episódio é apenas a ponta do iceberg do que tem acontecido dentro de uma instituição, a Fifa, mas também no futebol de forma mais ampla, onde não existem políticas de governança reais — declarou Tebas.
Segundo o presidente de LaLiga, Infantino coloca os interesses financeiros acima do futebol.
— Para mim, o tempo de Infantino já passou há muito tempo. E não digo isso por causa dos eventos recentes, tenho notado isso há muito tempo. […] Gianni Infantino não é alguém que contribui para o crescimento do futebol. Pelo contrário. Os projetos dele estão destruindo a essência do esporte: as ligas nacionais. Futebol não é limitado à elite — opinou.
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A presidente da Federação Norueguesa de Futebol (NFF), Lise Klaveness, compartilhou opinião semelhante ao ser entrevistada pelo “The Guardian” sobre a crise na Fifa e pediu a renúncia do suíço. “Decidimos que não há mais confiança em Infantino agora”, disse ela.
A Federação Inglesa de Futebol (FA), que havia indicado respaldo à reeleição do atual presidente, deve retirar o apoio, de acordo com o jornal britânico. As confederações de Pais de Gales e Sérvia seguiram a da Finlândia e também deixaram de endossá-lo.
Infantino ainda é aclamado na Argentina e no México e tem a colaboração da Conmebol e da Confederação Africana de Futebol (CAF). Contudo, ser reeleito no cenário atual parece sonho cada vez mais distante para ele.
— Resta saber quando isso vai se concretizar (fim da era Infantino) e como será a sucessão. Espero que não seja apenas trocar umas pessoas por outras, mas uma verdadeira reformulação — disse Javier Tebas.
