Receita líquida somou R$ 552,8 milhões, queda de 0,4% em um ano. Segundo a fabricante, a redução da receita bruta foi parcialmente compensada pela menor incidência de deduções sobre vendas.
Ebitda ajustado (indicador que mede a geração de caixa) totalizou R$ 40,7 milhões, queda de 27,4% em um ano. A margem ficou em 8,4%, queda de 2,8 pontos percentuais. A Grendene citou menor alavancagem operacional e ambiente comercial mais competitivo, compensados em parte pela gestão de custos e despesas.
Investimentos somaram R$ 31,2 milhões, redução de 23,5% em um ano. Os recursos foram direcionados principalmente à manutenção e modernização da estrutura industrial, atualização do parque fabril, reposição de ativos, tecnologia da informação e automação.
Caixa líquido encerrou junho em R$ 1,50 bilhão, baixa de 14,4% ante março de 2026. Segundo a diretoria, a redução refletiu principalmente distribuições de dividendos e juros sobre capital próprio, parcialmente compensadas pela geração de caixa operacional.
No primeiro semestre, o lucro líquido somou R$ 217,4 milhões, queda de 37% em um ano. A receita líquida atingiu R$ 1,09 bilhão, redução de 2,9% na mesma comparação.
O que diz a Grendene
A administração atribuiu o cenário do trimestre a uma demanda mais seletiva e à concorrência no mercado doméstico. “O segundo trimestre de 2026 transcorreu em um ambiente ainda desafiador para o consumo, marcado por maior seletividade dos consumidores, elevada competitividade no mercado doméstico e um contexto macroeconômico que continuou influenciando os hábitos de compra e a dinâmica de reposição de estoques ao longo da cadeia de distribuição”, afirmaram os administradores.
