Foi na escola de aviação Dumont que Luciana conheceu de perto um ‘mockup’ de aeronave e aprendeu, de forma introdutória, sobre os equipamentos de emergência, segurança e primeiros socorros. Depois, participou de um treinamento de sobrevivência na selva e de um curso específico para atendimento.
O problema era encontrar onde realizar os testes de aplicação dos conhecimentos. Em sua saga, Luciana foi atrás de um local com equipamentos de aeronaves e chegou a um mercado de sucatas em Campinas. Ali, passou horas abrindo e fechando portas e realizando movimentos que pudessem comprovar sua capacidade operacional.
Depois, procurou o centro de treinamento Work Fire, em Guarulhos, e a empresa ofereceu a ela um treinamento de brigadista de incêndio, no qual manipulou extintores, mangueiras e outros equipamentos, tarefas exigidas de comissários.
A etapa seguinte foi conseguir um ‘mockup’ de aeronave homologado para a sua avaliação. Com a ajuda de contatos, chegou à Azul, que cedeu espaço para o exame. Mesmo assim, não foi fácil ser avaliada. Nas primeiras tentativas, os avaliadores não puderam comparecer, fazendo Luciana pensar que o seu esforço tinha sido em vão. Entretanto, médicos da Anac foram até o local e acompanharam seu teste, que teve duração de duas horas.
Um profissional da Azul demonstrava cada procedimento e, em seguida, Luciana repetia os movimentos. Ela manipulou os equipamentos de emergência e segurança disponíveis e operou as portas dos modelos presentes no ‘mockup’. A avaliação foi filmada e acompanhada por seu advogado. A prova ocorreu nos E-Jets da Embraer (E1 e E2), ATR-72, Airbus A330 e os modelos da família Airbus A320.
Ao UOL, a própria Anac explica que o interessado é responsável por providenciar o ‘mockup’, simulador ou aeronave para o teste, enquanto a agência disponibiliza um servidor médico. A avaliação pode contar ainda com servidor piloto ou comissário ou examinador credenciado, conforme o caso.
