Por Flávia Viana
A atriz Isabela Faleiro está no elenco do filme “Minha melhor amiga”, protagonizado por Mônica Martelli e Ingrid Guimarães, dirigido por Susana Garcia, que estreia no dia 3 de setembro nos cinemas.
Isabela interpreta uma produtora de TV portuguesa no filme. A atriz está habituada ao sotaque português porque conviveu com sua avó, nascida em Portugal.
“Eu cresci muito próxima à minha avó e ela sempre disse que queria me ver nas telas. Foi meio poético poder usar o sotaque dela como referência para essa personagem. Eu ouvi, imitei e fiz graça dele a vida toda, e no fim das contas, foi justamente saber falar como uma portuguesa que me fez pegar o papel.”, declara Isabela.
No longa, Isabela contracena com Mônica e Michel Melamed, e segundo ela: “A Mônica é lindíssima, doce e generosa, e o Michel foi atencioso antes de entrarmos em cena e depois me lembro de ter convidado ele para assistir ao espetáculo infantil que eu estava fazendo na época. Ele apareceu com a família, fiquei muito tocada”.
Sobre a diferença entre participar de um filme e uma peça teatral, Isabela diz: “Estou muito habituada à artesania que o teatro pede: o estudo, a produção, cada etapa que tem um tempo extenso para acontecer. Quando eu cheguei no set de “Minha Melhor Amiga”, me surpreendeu o tamanho da equipe e como o tempo parecia voar lá dentro. Não existe tempo de preparo ou ensaio, muita coisa tem que dar certo ao mesmo tempo para uma cena acontecer. É praticamente uma orquestra com vida própria!”, diz.
Com uma longa trajetória no teatro, no momento, a atriz está desenvolvendo o roteiro do curta-metragem “Mágica Misteriosa Maternidade”. Trata-se de um conflito intergeracional entre filha, mãe e avó, onde amor, ressentimento e necessidade de afeto colidem.
A relação com laços, memórias e gerações é uma parte muito importante da identidade artística de Isabela – ela aparece em suas pinturas, textos e peças.
“Eu me considero uma pessoa muito nostálgica. Eu sinto saudade das coisas antes delas acabarem, enquanto ainda estão acontecendo. Eu tenho muito apreço por história, pelo que se perdeu, por coisas esquecidas”, relata.
Com tantos talentos em que manifesta sua arte, Isabela finaliza:
“Eu queria conseguir guardar tudo, então sou fanática por registrar como que para não me deixar esquecer. Me encanta ouvir as memórias dos meus avós. Minha avó fala muito de uma época e modo de viver que não existem mais. Saber a minha história me dá o poder de escolher o que preservar e o que não repetir”.
