Temas em alta costumam virar isca para criminosos digitais, que se aproveitam da pressa em não perder uma “oportunidade”. A Kaspersky afirma que, mesmo sem ter identificado uma campanha específica ligada a essa queima de estoques, o histórico de fraudes semelhantes exige atenção.
Golpistas costumam clonar páginas de leiloeiros reais e direcionar o pagamento para contas controladas por eles. O Pix é um ponto sensível nesse tipo de golpe porque a transferência é instantânea e o dinheiro pode ser rapidamente pulverizado em contas de laranjas, o que dificulta recuperar os valores.
Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, diz que a fraude com “leilões” é recorrente, inclusive fora do varejo. “O uso de leilões como isca para fraudes é um desafio contínuo. Anos atrás, levantamos centenas de sites falsos simulando sites de leilões, este é um problema que segue fazendo vítimas hoje, principalmente na área automotiva”.
Embora ofertas muito abaixo do preço de mercado normalmente sejam um sinal de alerta, em leilões isso se justifica pelo fato de os bens serem vendidos no estado em que se encontram. Para não cair em páginas clonadas, recomendamos a verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento
Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky, em comunicado
Checagem de reputação do site é o primeiro passo antes de se cadastrar ou dar um lance. A Kaspersky recomenda consultar o histórico da plataforma em serviços de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, e usar o portal Leilão Seguro, que mantém uma lista atualizada de sites falsos.
Cuidados antes de dar lance e pagar
Leitura do edital ajuda a entender regras e limitações do lote, mesmo em plataformas legítimas. A Kaspersky lembra que, em leilões de logística reversa e desativação, os itens costumam ser vendidos “no estado em que se encontram”, sem garantias, e podem ter avarias, faltar peças ou apresentar defeitos não aparentes.
