A receita líquida somou R$ 431,9 milhões no trimestre, alta de 4,4% em um ano. O avanço veio do maior volume vendido nos dois segmentos da companhia — embalagens de papelão ondulado e papel para embalagens sustentáveis —, mesmo com o dólar médio do período mais baixo: caiu de R$ 5,67 no segundo trimestre de 2025 para R$ 5,05 neste ano, queda de 10,9%. Segundo a Irani, o câmbio mais fraco pressionou a receita com vendas de papéis flexíveis, majoritariamente exportados.
O Ebitda ajustado (indicador que mede a geração de caixa) somou R$ 131,6 milhões no trimestre, alta de 3,2% em um ano, com margem de 30,5%, recuo de 0,3 ponto percentual. A empresa afirma que o resultado ainda sofreu impacto negativo de R$ 4,5 milhões por causa de problemas técnicos no transformador do turbo gerador 4, que exigiram compra extra de energia até maio de 2026, quando o equipamento foi consertado. No trimestre anterior, o mesmo problema havia custado R$ 6,1 milhões ao Ebitda, segundo a companhia.
Os investimentos (capex) somaram R$ 48,1 milhões no trimestre, queda de 50,0% ante os R$ 96,0 milhões do segundo trimestre de 2025. Em maio, a Irani aprovou o projeto Gaia XII, orçado em R$ 514 milhões, para reformar a máquina de papel 07 e ampliar em 60% a capacidade da unidade de Santa Luzia, em Minas Gerais, segundo Fato Relevante divulgado pela companhia.
A dívida líquida terminou o trimestre em R$ 1,07 bilhão, alta de 0,3% ante o primeiro trimestre de 2026. A relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado, medida de alavancagem, ficou em 2,07 vezes, ante 2,11 vezes no trimestre anterior — abaixo do teto de 2,5 vezes estabelecido pela própria política financeira da empresa, segundo o balanço.
O que diz a Irani
A administração da Irani afirma que o segundo trimestre marcou a normalização operacional da companhia após paradas programadas para manutenção no primeiro trimestre de 2026. Segundo a empresa, a produção total de papéis para embalagens sustentáveis cresceu 5,3% em um ano e atingiu o maior patamar trimestral da história da companhia.
