“A sociedade vai começar a entrar no processo decisório nos últimos 40 dias, muitas vezes 30 dias, 20 dias, que é quando as pessoas começam a formar opinião. Nesse sentido, confio muito no governo Lula, que é o governo com maior volume de entregas da história”, disse ele em entrevista ao Canal UOL. “Acredito muito que no ambiente da campanha a sociedade vai reconhecer o que Lula fez.”
Os desafios de Flávio
O principal eixo da campanha de Flávio está baseado no fato de que ele é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Isso pode ser o suficiente para o eleitor bolsonarista raiz, mas carregar um sobrenome não define o voto do eleitor moderado ou indeciso.
Daí, o primeiro obstáculo para ele é se consolidar como alguém que tem as rédeas para governar. Ele não conseguiu convencer as lideranças do centrão, por exemplo, que não embarcaram em uma aliança.
A associação total com o pai tem um ponto frágil: o radicalismo de Jair Bolsonaro em relação, por exemplo, a vacinas e ao respeito às instituições.
A turbulência na relação entre os Poderes que marcou a gestão do ex-presidente é vista como negativa por parte da sociedade. O tarifaço dos Estados Unidos foi provocado em parte pelas ações de seu irmão Eduardo Bolsonaro e já caiu na conta de Flávio.
