Mensagens de Vorcaro: como a PF acessa conteúdo apagado

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Mensagens de Vorcaro: como a PF acessa conteúdo apagado

Mesmo sem a senha do celular apreendido, a perícia pode usar esses sistemas para tentar obter informações relevantes para a investigação. No caso do Banco Master, a reportagem relata que Vorcaro se recusou a fornecer a senha de desbloqueio de um iPhone 17 Pro apreendido.

Outros rastros digitais que ajudam investigações

Além do conteúdo de mensagens, a perícia pode cruzar dados de localização, registros de aplicativos e metadados. A reportagem descreve o uso de sistemas que analisam rastros digitais e identificam padrões a partir de informações ocultas em fotos e vídeos, como data, hora e local.

Geralmente, após a extração de informações a PF usa uma solução própria para analisar os dados. Chamado de Iped (Indexador e Processador de Evidências Digitais), o sistema funciona como um “Google” das evidências, ao indexar milhões de arquivos e organizar mensagens, fotos e documentos. Nele, peritos conseguem ainda pesquisar palavras-chave e transcrever áudios.

Ferramentas de extração já aparecem em investigações de grande repercussão no Brasil. A solução Cellebrite foi usada, por exemplo, para acessar o celular de Frederick Wassef, advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, e em apurações sobre a morte do menino Henry Borel.

* Com informações de reportagens publicadas em 05/02/2026 e 01/09/2026.