Documento do acordo também cita medidas reforçadas de verificação de idade para impedir que crianças usem os apps. O texto foi revelado em um protocolo apresentado ao tribunal na quarta-feira.
Dentre as medidas que a Meta prometeu no acordo estão um limite diário de 2 horas para uso de crianças e adolescentes no Instagram e Facebook. Além disso, haverá um bloqueio automático de apps entre meia-noite e 6 da manhã, restrição de notificações entre 8h e 15h (período escolar), além da possibilidade de escolher um feed não personalizado por algoritmos e ter a reprodução automática de vídeos desativada.
Em comunicado, responsável legal pela Meta diz estar orgulhoso do acordo e espera que outras plataformas tenham medidas para crianças e adolescentes.
Como os adolescentes transitam livremente entre dezenas de aplicativos, precisamos de uma solução que abranja todo o setor. Por isso, convocamos nossos pares da indústria — TikTok e YouTube — a implementar essa nova estrutura imediatamente
C.J. Mahoney, chefe jurídico da Meta, em comunicado
A notícia do acordo repercutiu no mercado financeiro. As ações da empresa subiam 5% no pré-mercado após a divulgação, informou a CNBC.
Em um documento apresentado antes do julgamento, a Meta disse que Califórnia, Colorado, Kentucky e Nova Jersey estavam buscando multas de até US$ 1,4 trilhão. Os Estados não revelaram um valor específico em dólares, mas afirmaram, em uma audiência antes do início do julgamento, que o valor estaria mais próximo de US$ 200 bilhões. Os Estados também buscavam indenizações monetárias adicionais, além de uma ordem determinando que a Meta fizesse mudanças significativas em suas plataformas e impedisse que crianças criassem contas.