Oi: como o sonho da ‘supertele’ terminou em falência

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Oi: como o sonho da ‘supertele’ terminou em falência

Por isso, a interrupção dos serviços que ainda restam sob responsabilidade da Oi não pode ocorrer de forma imediata. A Justiça e a Anatel seguem acompanhando a transição, de modo a garantir a continuidade das operações enquanto a infraestrutura remanescente é transferida ou substituída por outros provedores.

A Oi era responsável tecnicamente por milhares de terminais associados a serviços de emergência, como 190, 192 e 193, usados respectivamente pelas polícias militares, pelo Samu e pelos bombeiros. Essa responsabilidade, porém, mudou de mãos: em abril de 2026, a operação de telefonia fixa residencial — incluindo a gestão desses números — foi vendida em leilão judicial para a Método Telecom, por R$ 60,1 milhões, com a obrigação de manter o serviço em mais de 7.400 localidades até dezembro de 2028.

A Oi também chegou a prestar serviços de conectividade para o Cindacta, da Força Aérea Brasileira. Esses contratos, porém, já foram transferidos para a Claro, após decisão judicial que homologou a operação em 2025.

Do sonho da “supertele” ao fim da Oi

A Oi que chega à falência em 2026 é uma companhia muito distante daquela imaginada pelo governo no início da década passada. A empresa que deveria se transformar em uma grande operadora nacional acabou vendendo a telefonia móvel, a infraestrutura de fibra e outros ativos para tentar sobreviver às dívidas acumuladas.

A crise também trouxe prejuízos aos trabalhadores da companhia. Na semana passada, a Oi fechou acordo com sindicatos para reduzir em 60% seu quadro de funcionários, com as verbas rescisórias parceladas em dez prestações. Antes dos cortes, o grupo mantinha cerca de dois mil colaboradores — uma fração dos milhares de empregados que a empresa chegou a ter em seu auge.