Meta rejeita acusações de vício em jovens em julgamento nos EUA

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Meta rejeita acusações de vício em jovens em julgamento nos EUA

Os autores também acusam a Meta de coletar dados pessoais de usuários com menos de 13 anos sem consentimento dos pais. A promotoria da Califórnia afirmou que a empresa identificou “milhões” de usuários de 11 e 12 anos no Instagram e teria feito pouco para impedir o acesso, de acordo com o relato apresentado no julgamento.

Estados pedem indenizações bilionárias e mudanças no design dos aplicativos. Entre as medidas citadas na abertura do caso estão encerrar contagens de “curtidas” e o recurso de rolagem infinita, além de alterações em algoritmos e outras funções que estimulam o uso.

Meta disse ao tribunal que discorda das alegações e contestou a leitura feita pelos estados sobre documentos internos. O advogado Paul Schmidt afirmou que a empresa considera engajamento uma métrica legítima do negócio e que medir o tempo e a interação do usuário faz parte de objetivos comerciais.

Defesa também questionou a ideia de “vício” em redes sociais e citou ferramentas criadas para ajudar a controlar o tempo de uso. “Não há como negar que a Meta reconheceu que as pessoas têm dificuldade, ou podem ter dificuldade, com o uso de redes sociais, e criou ferramentas para tentar lidar com isso”, disse Schmidt no tribunal.

O que está em jogo para a empresa

Além de multas, o caso pode levar a ordens judiciais para mudar recursos centrais dos aplicativos. Os estados já indicaram que vão buscar cerca de US$ 200 bilhões em indenizações, enquanto a Meta afirma que as penalidades totais poderiam chegar a US$ 1,4 trilhão.