Motorola e Oracle: CEO da maior produtora do mundo revela IA em filmes

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Motorola e Oracle: CEO da maior produtora do mundo revela IA em filmes

Eu gosto muito dessa peça e desse cliente [Oracle] porque ele queria testar o máximo. Ele falou: o que dá pra fazer? Eu tenho meus produtos de IA e eu quero contar sobre os meus produtos mostrando o que eu tô usando. Então, tudo que tem nessa peça foi feito por inteligência artificial. (…) Essas pessoas que estão aí são AI, esses cenários são AI, todas as cenas são AI, o áudio é AI. Obviamente supervisionado por humanos.
Rafael Nasser

Essa campanha da Oracle usou IA para gerar imagens e áudio, mas com um adendo: havia cerca de 30 pessoas por trás do trabalho, supervisionando e garantindo que o material não abrisse brechas jurídicas.

Se a minha prima olhar esse filme e falar assim, ‘Pera, aquela moça lá sou eu’, como é que eu provo que não sou é? (…) O que a gente faz hoje, e eu recomendo fortemente que todos façam: contrata o ator, contrata a atriz, tira fotos dela, faz a cessão de direitos da forma correta, e essas fotos, esse vídeo que você fizer com o seu celular, você alimenta o motor de AI e aí você faz o filme.
Rafael Nasser

Para ele, a falta de uma legislação clara no Brasil empurra produtoras e marcas para uma zona “cinzenta”. Questionado sobre a reação dos atores, Nasser relata que o mais efetivo é contratar e remunerar o profissional, mesmo que o resultado final seja transformado por IA. Ele avalia que não pagar ninguém vira um problema de reputação para a marca.

Nos Estados Unidos começou uma discussão de falar assim: ‘cara, para com esse negócio’. Qual foi a solução que encontraram? (…) O sindicato e o grupo dos atores combinaram: os atores têm que ser contratados, tem que ser trabalhado com eles, e tudo bem se, depois que trabalhar, transformar isso num filme com inteligência artificial. (…) E o que não deu certo é você não pagar ninguém. (…) A sua marca tá disposta a ver toda a discussão que vai gerar sobre esse tema?
Rafael Nasser

Nasser também comentou um filme da LG para um modelo de ar-condicionado. Já sobre a campanha da Motorola, o executivo defendeu o “hibridismo”: IA para o que seria inviável ou caro demais, e filmagem tradicional para cenas em que “tem verdade” e experiência de produto. Exemplo do primeiro caso é uma tomada aérea de estádio em plena Copa do Mundo, movimentos de câmera difíceis de fazer em condições reais.