Na Colômbia, Gustavo Petro questiona eleições sem provas; é golpista?

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Na Colômbia, Gustavo Petro questiona eleições sem provas; é golpista?

Relatório técnico encomendado pelo próprio governo Petro, entregue em 30 de junho, concluiu que não há qualquer evidência de fraude. Examinou até o material do hacker que o atual presidente citava como participante do esquema que só existe na sua cabeça.

A ação que pede a anulação, protocolada por aliados e divulgada por Petro nas redes, admite por escrito: “Não se afirma que houve alteração de votos, que o resultado seja falso ou que exista fraude comprovada”.

Iván Cepeda, supostamente roubado, já tomou posse como senador com votos contados pelo mesmo sistema que seu padrinho político, outro eleito por ela, ataca.

Quando bolsonaristas apelaram para este expediente, como maus perdedores que são, os megafones da sociedade denunciaram corretamente.

Quando é Petro, a linguagem é outra. Ele “insiste” em que houve fraude, apresentou “supostas provas”, “denuncia” fraude, “questiona” o sistema. É apenas um presidente em fim de mandato que “reage” à derrota. O antissemitismo das teorias conspiratórias de Petro, ausente no bolsonarismo, é convenientemente relativizado ou ignorado.

Bolsonaro “mente” sobre as urnas. O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) “rebate declarações falsas”. Eduardo Bolsonaro “descredibiliza o sistema eleitoral brasileiro” em live com um argentino indiciado na trama golpista. Tudo certo, é isso mesmo.