Poder de decisão depende de como a Braskem vai dividir os grupos de credores. Segundo o sócio e diretor executivo da Galeazzi & Associados, Claúdio Santos, a composição das categorias e o quadro de credores são as variáveis que vão definir o poder de voto dos diferentes grupo de credores. Segundo ele, como o quórum é apurado por espécie de crédito, a definição sobre a Braskem ter agrupado bonds, debêntures e CRAs em uma mesma espécie ou em espécies separadas é decisiva.
Se forem uma única espécie, os bondholders sozinhos representam cerca de três quartos do valor. Eles aprovam ou rejeitam o plano sem precisar de mais ninguém. Debenturistas e investidores de CRA são arrastados por um resultado que não tiveram como influenciar. Se forem espécies separadas, cada grupo precisa reunir mais da metade dentro do próprio grupo. Debenturistas e investidores de CRA ganham poder de veto sobre o próprio tratamento. Claúdio Santos, sócio e diretor executivo da Galeazzi & Associados
Quais são os credores
Donos de títulos internacionais representam a maior parte em valor. Segundo levantamento do sócio da Galeazzi & Associados, a partir da página de títulos de dívida do RI da companhia, que usou a conversão ao câmbio de R$ 5,1379 por dólar.
Bondholders, considerando sete séries, representam US$ 6,787 bilhões, equivalentes a R$ 34,871 bilhões, ou 65,3% da dívida. São fundos internacionais. O grupo inclui Elliott, Contrarian, AllianceBernstein, Capital Group e PGIM.
Bancos e agências representam US$ 2,784 bilhões. Isso é equivalentes a R$ 14,304 bilhões, ou 26,8% da dívida. O grupo inclui BNDES, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco, Santander, uma linha rotativa de US$ 1 bilhão e agências de crédito à exportação.
