Uma outra coisa que ninguém fala é: fazer AI com o software certo, você vai pagar tokens. Cara, é caro. Se um banner custava R$ 90 para fazer na mão, se você começar a mexer muito na AI, acabou de sair R$ 300 um banner que custava R$ 90. Então a AI não ficou barata. Você quer fazer o impossível? Vai ficar muito mais barato e muito melhor fazer com a AI. Você quer fazer o arroz com feijão, dependendo, faz do jeito normal.
Rafael Nasser
Ele afirma que a conta cresce porque a IA incentiva mudanças em tempo real: como o resultado aparece na hora, equipes e clientes pedem ajustes sucessivos – e cada variação consome processamento e, portanto, tokens.
Qual é o problema, entre aspas, da AI? Como você consegue ver em tempo real o que está acontecendo, você começa a mudar: “agora tira esse carro”, “agora põe essa árvore”. Cara, pensa que o taxímetro está rodando. É um moedor de token. Uma hora a gente fez uma brincadeira dessa, o nosso time global ligou e falou: “Rafa, o que vocês estão fazendo no Brasil?”. Em uma hora vocês acabaram de gastar US$ 5 mil. Aí eu falei: “Parem as máquinas, gente!”.
Rafael Nasser
Na conversa, Cortiz resume o efeito como um “moedor de token”, enquanto Helton reforça que muitas empresas ainda acreditam que “é só um promptzinho”. Nasser diz que o trabalho das produtoras e agências tem sido fazer workshops e “trazer o cliente junto”.
O executivo separa marcas com histórico de inovação – citando Coca-Cola, Oracle e LG como exemplos – das que ainda não têm familiaridade com tecnologia. Segundo ele, as primeiras já operam com times dedicados, inclusive na área jurídica.
Outro ponto, diz Nasser, é o risco de usar ferramentas abertas com material sensível. Ele afirma que colocar dados confidenciais em uma plataforma pública pode “alimentar o motor” e expor informações a concorrentes.
