Petróleo sobe com tensão em Hormuz e derruba Bolsas globais

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Petróleo sobe com tensão em Hormuz e derruba Bolsas globais

Banco Central americano reúne nesta semana a diretoria para decidir a taxa básica de juros no país. O Fed (Federal Reserve) manteve a taxa na faixa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros, mas seus diretores sinalizaram preocupações com a inflação. O mercado agora aguarda o CPI de amanhã, índice de preços ao consumidor, considerado o dado mais decisivo antes da decisão de política monetária dos dias 15 e 16 de setembro.

Predomina a aposta de que o Fed elevará juros para conter a inflação. Indicadores de emprego fortes e a alta de 0,4% nos preços ao produtor em agosto pressionam a política monetária. Pode ser primeira alta na taxa de juros com o novo presidente do banco central indicado por Trump. Kevin Warsh não determinou nenhum aumento do juro desde maio, quando assumiu a presidência do Fed.

Na Europa, as principais Bolsas recuam nesta segunda-feira. Ações são pressionadas pela disparada do petróleo e pelo aumento da aversão ao risco após os novos episódios de violência no Oriente Médio. A queda das ações de tecnologia também pesa sobre os índices do continente. Em Frankfurt, o DAX perdia 0,68%, o CAC 40, de Paris, recuava 0,78%, assim como o FTSE MIB, de Milão e o Ibex 35, de Madri, que apresentavam variações negativas de 1,24% e 0,88%.

Apenas o FTSE 100 de Londres sobe hoje. O principal índice da Bolsa inglesa avançava 0,54% pela manhã. O índice tem peso relevante de empresas de petróleo, mineração e commodities, setores que estão se beneficiam hoje da alta do petróleo e de outras matérias-primas.

Semana passada, as Bolsas europeias encerraram a sexta-feira em alta. Com o desempenho, a região recuperou parte das perdas recentes em um ambiente de maior apetite por risco após o recuo dos preços do petróleo. Em Londres, o FTSE 100 avançou 0,39%, enquanto o DAX, de Frankfurt, subiu 0,77%, e o CAC 40, de Paris, ganhou 0,78%. Também fecharam no campo positivo o FTSE MIB, de Milão, com alta de 1,36%, e o Ibex 35, de Madri, que avançou 0,84%.

Movimento contrasta com o desempenho da última sexta-feira, quando os mercados europeus encerraram o pregão em alta. Os índices foram beneficiados pelo recuo dos preços do petróleo e pela melhora do apetite por risco após a divulgação de dados de inflação dos Estados Unidos.