Ibovespa sustenta alta. O principal índice de ações da Bolsa do Brasil B3 abriu em alta, sustentando o viés ao longo da sessão. Faltando 20 minutos para o fim da sessão, o indicador avançava 0,59%, marcando 186.586 pontos.
Bolsa fechou ontem em baixa. O Ibovespa recuou aos 185.500 pontos, com predomínio das incertezas desafiando a manutenção do fluxo de capital externo para a Bolsa. No atual ciclo de alta, o saldo das aplicações dos estrangeiros, grupo que responde por cerca de 60% do giro financeiro na Bolsa do Brasil B3, está positivo desde 21 de agosto, somando aportes de R$ 11 bilhões.
No exterior, o petróleo em alta alimenta preocupações com inflação. A cotação do contrato futuro do Brent, referência internacional para o combustível, subiu 2,9%, a US$ 108,75, perto da máxima do dia (US$ 109,51). Os valores permanecem acima de US$ 100 há uma semana.
Petróleo caro reforça apostas em aumento da taxa de juros da economia norte-americana, a ser anunciada amanhã. Para 92,5% dos analistas, o Federal Reserve, Banco Central dos EUA, vai elevar as taxas de referência em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano, mostra a ferramenta de monitoramento do CME Group.
Títulos dos governos das maiores economias rondam maiores patamares em duas décadas. Segundo analistas, as tensões no Oriente Médio ampliam as preocupações com preços de energia e inflação, em um cenário que torna mais provável a alta de 0,25 ponto percentual dos juros pelo Fed.
Aumento de juros nos Estados Unidos limita novos cortes da taxa no Brasil. Embora seja quase unânime a expectativa dos agentes financeiros de que o Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central decida por uma redução da taxa de 14% para 13,75% ao ano, o quadro é de incerteza para os próximos passos da política monetária brasileira.
