Pouco exposto aos juros altos, por depender em boa parte de exportações, o setor agropecuário avançou 2,8% no trimestre. Mais afetado pela renda em circulação na economia, que continua em alta com o baixo desemprego no mercado de trabalho, o setor de serviços avançou 0,2% no período, metade do ritmo de expansão observado no primeiro trimestre.
Na análise do Bradesco, setores cíclicos — mais sensíveis à política de juros — cresceram 0,1% no segundo trimestre.
Queda no ritmo
Com o resultado do segundo trimestre, as projeções apontam viés de redução para os dois trimestres restantes do ano. As previsões anteriores eram de expansão de 0,3% em cada um deles, mas a tendência é de redução para alta de 0,2%, em média, para os dois períodos, podendo ser ainda mais baixa.
Já há previsões de estabilidade nos dois trimestres restantes do ano. A previsão de estagnação no restante de 2026 se apoia no fato de que o carregamento estatístico — o que transborda do crescimento de um período anterior para o próximo — do primeiro semestre para o ano como um todo é de 1,8%.
No Boletim Focus mais recente, desta segunda-feira (31), as projeções para o crescimento do PIB em 2026 recuaram para 1,9%, com muitos analistas já prevendo expansão menor, de 1,8%. Essa previsão está abaixo dos 2,4% previstos pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), dos 2,3% esperados pelo Ministério da Fazenda e dos 2% projetados pelo Banco Central.
