O Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado caiu 85,1%, para R$ 34,3 milhões. A margem Ebitda ajustada ficou em 3,3%, baixa de 12,4 pontos percentuais. A companhia atribuiu o resultado ao menor volume de atendimentos e de receita, enquanto as despesas fixas permaneceram elevadas.
O prejuízo líquido foi de R$ 275,3 milhões, ante R$ 62,3 milhões um ano antes. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. Com os efeitos não recorrentes, o prejuízo foi de R$ 475,7 milhões, ante R$ 142,3 milhões no segundo trimestre de 2025. Segundo a companhia, os ajustes incluíram baixa de glosas de anos anteriores, provisão de risco de crédito ligada à Unimed Leste Fluminense, impairment, a baixa contábil do valor de um ativo que perdeu valor de mercado, do BTS de Goiânia e multa de rescisão de locação do Centro Paulista de Oncologia.
O número de procedimentos caiu 32,6%, para aproximadamente 114 mil. Segundo a companhia, o desabastecimento de medicamentos impactou diretamente os atendimentos. O ticket médio subiu 9,5%, para R$ 10.438, com repasse da inflação CMED e interrupção de serviços a fontes pagadoras com negociações comerciais não favoráveis.
O fluxo de caixa operacional gerencial gerou R$ 158,4 milhões, após saída de R$ 153,1 milhões no trimestre anterior. Segundo a companhia, a geração decorreu principalmente da renegociação da forma de pagamento com o maior fornecedor e da normalização dos recebíveis.
A dívida líquida financeira, incluindo aquisições a pagar, chegou a R$ 3,40 bilhões ao fim do trimestre. O valor subiu 4,2% em relação ao primeiro trimestre de 2026.
Os pagamentos de juros foram interrompidos após a homologação da mediação com credores. A medida cautelar que antecedeu o procedimento foi protocolada em 13 de abril. A companhia informou que conversou com credores para reestabelecer o cronograma de amortização das dívidas financeiras e de aquisições.
