Quem é a embaixadora brasileira que teve o visto cancelado pelo governo Trump

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Quem é a embaixadora brasileira que teve o visto cancelado pelo governo Trump

Como a crise entre Brasil e EUA escalou

O Brasil barrou em julho dois funcionários do governo Trump que planejavam viajar ao país. Eles se reuniriam com autoridades eleitorais e outros atores, e autoridades brasileiras disseram que a viagem poderia ser usada politicamente para questionar a integridade do sistema eleitoral.

O Departamento de Estado afirmou que a visita seria de rotina e negou que houvesse intenção de minar as eleições brasileiras. Em resposta enviada à Reuters, um porta-voz disse, sob anonimato, que a agenda previa encontros para discutir integridade das eleições, liberdade religiosa e liberdade de expressão.

Outro atrito citado ocorreu em março, quando um integrante do governo dos EUA teve o visto negado para participar de um fórum econômico sobre minerais críticos no Brasil. A crise também se soma a acusações de autoridades do governo Trump de que o governo Lula censura conservadores, enquanto o Brasil diz resistir ao que considera tentativas de influência dos EUA na política latino-americana.

Recentemente, os EUA impuseram duas tarifas ao Brasil com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. Uma delas estabeleceu tarifa adicional de 25% após investigação sobre temas como comércio digital, pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal, com menção ao Pix; a outra aplicou tarifa adicional de 12,5% em uma apuração que envolveu 60 economias e tratou de proibições à importação de bens produzidos total ou parcialmente com trabalho forçado.

O Itamaraty afirmou que as tarifas violam compromissos assumidos pelos EUA na OMC (Organização Mundial do Comércio). “O Brasil considera que as medidas norte-americanas são injustificadas e incompatíveis com obrigações dos EUA no âmbito do Acordo Geral sobre Tarifas e Comércio de 1994 (GATT 1994) e do Entendimento Relativo às Normas e Procedimentos sobre Solução de Controvérsias da OMC”, diz a nota.