Roubos a embarcações usadas por empresas de combustíveis que navegam nas hidrovias da região Norte caíram 34% no volume no primeiro semestre deste ano. A comparação é com o mesmo período do ano passado. A redução foi de 500 mil litros subtraídos para 330 mil litros. O levantamento foi feito pelo ICL (Instituto Combustível Legal).
O ICL atribui o resultado ao aprimoramento das ações preventivas, ao uso de inteligência e ao reforço do patrulhamento nas rotas mais vulneráveis.
Desde 2023, as tentativas de roubo passam a superar os casos consumados, o que indica maior capacidade de reação antes da retirada das cargas, segundo o instituto. Outro fator apontado foi o início da segurança embarcada em balsas e chatas. Também foi editado manual de boas práticas para enfrentamento da pirataria na Amazônia, elaborado em parceria com o IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis).
O documento passou a ser adotado também em outros tipos de transporte hidroviário.
Apesar da queda, foram registradas três tentativas de roubo de combustível, um confronto envolvendo embarcação usada no transporte de drogas e um roubo consumado em 2026. O Amazonas concentra cerca de 55% dos ataques estimados entre 2020 e 2026, seguido por Pará, com 24%, e Rondônia, com 14%. Manaus, Porto Velho, Coari e Humaitá aparecem entre os municípios com maior incidência.
Para o ICL, a manutenção da queda depende da continuidade da cooperação entre empresas, forças policiais, órgãos de inteligência e autoridades estaduais e federais, sobretudo no período de seca, que amplia a ação de criminosos na calha dos rios.
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