Santander Brasil cai 6% na Bolsa após balanço com piora de crédito

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Santander Brasil cai 6% na Bolsa após balanço com piora de crédito

Analistas destacam aumento das provisões para perdas com crédito. O colchão para cobrir eventuais calotes somou R$ 7,7 bilhões no fim de junho, um aumento de 11,5% em relação a um ano antes. O número representa aumento de custos relacionados ao risco de crédito, que segue elevados em uma conjuntura de juros elevados e alto endividamento das famílias e de empresas.

Rentabilidade também é apontada como fator de preocupação. O Santander Brasil reportou retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 12,5%, ante 16,4% um ano antes, sinalizando alguma deterioração de eficiência operacional.
Aumento da inadimplência também pesou negativamente na reação dos investidores. O indicador de atrasos acima de 90 dias atingiu 3,3%, avanço de 0,7 ponto percentual na comparação anual.

Para o Citi, o Santander Brasil teve um trimestre foi impactado por despesas mais elevadas com provisões. Analistas apontaram que o banco continua reposicionando sua carteira para segmentos de maior retorno, como financeira ao consumo, cartões e pequenas e médias empresas. Destacam ainda que a adoção de uma abordagem mais conservadora para baixas contábeis antecipou o reconhecimento de perdas e deve continuar pressionando a lucratividade no curto prazo.

Embora esperemos alguma normalização do custo de risco nos próximos trimestres, ele deverá permanecer acima dos níveis de 2025, o que sustenta nossa visão de que as ações podem continuar pressionadas no curto prazo. Gustavo Schroden, Brian Flores e Arnon Shirazi, analistas do Citi, em relatório

Para analistas do Itaú BBA, desempenho do Santander Brasil foi marcado por uma receita fraca e provisões elevadas. A estabilidade da inadimplência de 90 dias mascara uma piora subjacente, sustentada apenas pela aceleração das baixas contábeis, enquanto a margem com clientes continuou pressionada pela compressão dos spreads.

Embora o banco mantenha crescimento em segmentos considerados mais rentáveis e tenha preservado o controle de custos, o resultado mostrou que o processo de reposicionamento da carteira ainda está impondo um custo elevado à lucratividade. Até que os próximos resultados demonstrem uma recuperação mais clara da margem ajustada ao risco, mantemos nossa recomendação de market perform [neutra]. Pedro Leduc, William Barranjard e Kelvin Dechen, analistas do Itaú BBA, em relatório