O gesto de paz de Trump a Kim Jong Un, da Coreia do Norte, na semana passada, aliado às suas críticas a Seul, gerou preocupação entre analistas de que a imprevisibilidade de Trump possa prejudicar as alianças que há muito mantêm a paz na Ásia.
Cho afirmou na semana passada que a ordem de Trump para reduzir os exercícios militares parecia ter como objetivo, em parte, pressionar Seul a apoiar os esforços dos EUA na guerra contra o Irã, além de outras questões ainda não resolvidas, como investimentos.
Ele disse que uma possível fonte de atrito poderia ser o compromisso da Coreia do Sul de investir US$350 bilhões nos Estados Unidos, no âmbito de um acordo comercial assinado no ano passado.
Seul ainda não anunciou detalhes do plano de investimento, embora Cho tenha dito que Washington tinha enviado a Seul uma proposta delineando projetos que poderiam ser considerados.
A Yonhap citou o comunicado do ministério, segundo o qual os dois lados concordaram em trabalhar em prol de resultados “mutuamente benéficos” em várias questões pendentes, incluindo tarifas, investimentos e cooperação em segurança.
A agência informou que Cho ressaltou o compromisso do governo de Seul em fazer contribuições substanciais para ajudar a restaurar a livre passagem pelo Estreito de Ormuz, ao mesmo tempo em que destacou a liderança ativa de Trump e dos EUA na abordagem da questão do Oriente Médio.
