SpaceX: Nvidia tem quase US$ 21 bilhões em ações – 15/08/2026 – Economia

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SpaceX: Nvidia tem quase US$ 21 bilhões em ações – 15/08/2026 – Economia

A Nvidia revelou que possui quase 123 milhões de ações da SpaceX, ressaltando ainda mais as relações financeiras intrincadas da fabricante de chips com alguns de seus maiores clientes.

A empresa de semicondutores detinha, no fim de junho, ações da SpaceX avaliadas em quase US$ 21 bilhões (R$ 109,65 bilhões), segundo um documento apresentado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos EUA) na sexta-feira (14).

As ações do conglomerado de foguetes de Elon Musk caíram acentuadamente desde sua IPO (oferta pública inicial), em junho, o que significa que a participação da Nvidia valeria agora US$ 17 bilhões (R$ 88,76 bilhões).

A divulgação representa um enorme retorno sobre o investimento da Nvidia na xAI, concluído em janeiro, pouco antes de Musk unir o laboratório de IA à SpaceX.

Ela evidencia a dimensão dos esforços do presidente-executivo da Nvidia, Jensen Huang, para usar o poder financeiro da empresa mais valiosa do mundo a fim de criar investimentos complexos —e muitas vezes circulares— em todo o setor de IA, inclusive com alguns de seus maiores clientes.

A Nvidia não respondeu de imediato a um pedido de comentário.

Durante a primeira teleconferência pública da SpaceX sobre seus resultados, na semana passada, Musk afirmou que a empresa mantinha uma relação exclusiva com a Nvidia para equipar seus data centers.

“Decidimos construir exclusivamente com a Nvidia porque acreditamos que a arquitetura Vera Rubin [da empresa] é a melhor”, afirmou Musk. “Consideramos que seja o melhor computador de IA e valorizamos muito nossa estreita cooperação e parceria com a Nvidia em vários níveis”, complementou.

A Nvidia comprometeu mais de US$ 100 bilhões (R$ 522,13 bilhões) com empresas de IA nos últimos dois anos, por meio de investimentos substanciais em startups de computação em nuvem, como a CoreWeave, e em laboratórios de IA, entre eles Thinking Machines e Safe Superintelligence.

A empresa também investiu na Cursor, startup de edição de código que a SpaceX adquiriu por US$ 60 bilhões (R$ 313,28 bilhões) nesta semana.

A Nvidia revelou nesta semana os planos para reunir mais de US$ 500 bilhões de um consórcio de investidores que inclui Apollo Global, Blackstone, BlackRock, Brookfield, Goldman Sachs e KKR, a fim de ajudar a financiar seus clientes. A Nvidia planeja garantir parcialmente empréstimos concedidos pelos investidores de Wall Street e lastreados no valor de seus chips.

A estratégia da Nvidia ajudou a acelerar a construção da infraestrutura de IA e vincula partes do setor de forma ainda mais estreita à tecnologia da fabricante de chips.

A SpaceX planeja aumentar sua capacidade computacional de 2 gigawatts no fim deste ano para “mais próximo de 10 GW [do que de 5 GW]” até o fim de 2027, declarou Musk aos investidores na semana passada.

O IPO da fabricante de foguetes proporcionou enormes retornos a seus primeiros investidores. O Google detém cerca de 7% da empresa, segundo dados da FactSet, após ter investido originalmente US$ 900 milhões em 2015. A gigante das buscas informou aos investidores, em julho, que sua participação estava avaliada em cerca de US$ 94 bilhões.

BILIONÁRIA AUSTRALIANA É OUTRA INVESTIDORA

Além da Nvidia, a bilionária Gina Rinehart é outra que tem ações na empresa de foguetes de Musk. A pessoa mais rica da Austrália detém 8 milhões de ações, que foram adquiridas pela sua empresa de investimentos e seriam equivalentes a US$ 1,37 bilhão (R$ 7,15 bilhões).

Os dados revelados pela SEC ainda expuseram que Rinehart dobrou sua participação no grupo de mídia de Donald Trump, a Trump Media, e investiu em empresas de defesa e energia. A australiana tinha um total de US$ 5,71 bilhões em títulos negociados nos EUA no fim de junho, 72% a mais do que detinha no primeiro trimestre.

“Nosso investimento na SpaceX reflete nossa confiança em Elon Musk”, afirmou um porta-voz da empresa de investimentos de Rinehart, que fez fortuna com exploração de minério de ferro.

Com informações do Financial Times e da Bloomberg