Publicamente, o governador sempre negou interesse na cadeira do governo federal. Ele foi criticado por aliados de Flávio após cancelar visita a Bolsonaro ao saber que seria comunicado que o filho do ex-presidente seria o candidato à Presidência. A atitude foi interpretada como sinal de que o governador desejava concorrer ao Planalto. Também recebeu críticas por, na avaliação desses bolsonaristas, não manifestar apoio explícito à candidatura de Flávio.
Um mês depois, no entanto, ele e Flávio se encontraram no Palácio dos Bandeirantes. Após a reunião, publicaram uma foto apertando as mãos com uma legenda que dizia que estavam juntos para construir o “Projeto Brasil”. Em evento na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), o governador chamou o senador de “futuro presidente” do Brasil. Na mesma ocasião, ficou acertado de que Tarcísio seria o coordenador da campanha no estado paulista.
Na busca pela reeleição, Tarcísio lidera as intenções de votos em São Paulo. O atual governador está a frente de Fernando Haddad (PT) em diferentes levantamentos eleitorais e com folga tanto no primeiro quanto no segundo turno. Em discursos públicos, aliados do candidato à reeleição, já falam em uma vitória no primeiro turno.
Em campanha ao governo estadual, ele tem nacionalizado o discurso em diversas agendas. Em evento ontem do banco Santander, Tarcísio criticou a gestão orçamentária de Lula e disse que, se não houver um equilíbrio nas contas públicas, o Brasil vai “tomar um tombo daqui a pouquinho”. Nos eventos de que ele participou nos últimos dias, fez referência nominalmente a Flávio uma única vez.
