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A morte do tenente José Luzia da Silva, da Polícia Militar do Piauí, durante um teste de aptidão física, chamou atenção para os riscos do esforço extenuante em pessoas idosas. Aos 63 anos, o PM teve um mal súbito em meio aos exercícios na manhã de quarta-feira (26) e, embora tenha recebido atendimento hospitalar com vida, não resistiu ao infarto.
Às vésperas de completar 40 anos de corporação no próximo mês de outubro, o tenente Silva pleiteava uma promoção ao posto de capitão, que poderia ser viabilizada pelo exame físico. Por meio de nota, a PM do Piauí informou que ele “havia realizado a inspeção periódica de saúde, apresentado todos os exames necessários e encontrava-se regularmente apto” para participar do teste.
Além disso, a corporação enfatizou que “a ocorrência de um evento médico agudo após esforço físico, isoladamente, não permite estabelecer sua causa ou eventual relação com a realização do TAF, dependendo a definição da causa do óbito de elementos clínicos, hospitalares e médico-legais”.
O caso, porém, reforçou a importância de cuidados redobrados na terceira idade. Confira algumas dicas que aumentam a segurança para os exercícios.
O que um idoso precisa saber antes da atividade física
Antes de incorporar qualquer atividade física à rotina, é fundamental passar por uma avaliação médica, especialmente no caso de idosos que tinham hábitos sedentários antes de decidir se exercitar.
O envelhecimento provoca perdas naturais de massa muscular e óssea, que se intensificam já a partir dos 40 anos, e mesmo quem praticava esportes no passado pode ter uma menor resistência a cargas e um maior risco de fraturas.
Um check-up completo é indicado porque conforme envelhecemos nosso corpo fica mais propenso a problemas crônicos de saúde que podem ser agravados por um esforço físico intenso.
O risco costuma ser maior, justamente, frente a doenças do coração – embora nem todos os perigos possam ser diagnosticados com antecedência, alguns fatores de risco como a hipertensão ou o colesterol elevado podem ser identificados e tratados pelos médicos.
Cuidados na hora de se exercitar
Em primeiro lugar, evite horários entre 10h e 16h, quando o sol está mais forte e o calor é mais intenso. Prefira alimentos de digestão mais fácil e com uma boa dose de carboidratos para servir de “combustível” para a atividade, como uma fruta ou um lanche leve.
No caso de idosos, vale reforçar ainda a importância de tomar água ao longo do exercício, já que a sensação de sede é menos intensa nessa fase da vida, agravando o risco de desidratação.
O exercício físico é indispensável para a manutenção de uma boa saúde, mas é importante conhecer os próprios limites: comece aos poucos e vá incrementando gradativamente.
E vale lembrar que, infelizmente, não existe fórmula infalível para zerar os riscos: por vezes, mesmo com histórico de atividade física e liberação médica, como ocorreu com o tenente Silva, nem sempre é possível identificar os sinais de que algo está errado antes de um acidente. Tudo deve ser pensado em termos de redução dos perigos.
Em que consiste o teste de aptidão física da PM?
O Teste de Aptidão Física (TAF), também conhecido como Exame de Aptidão Física (EAF) em alguns estados, busca avaliar se o candidato está apto a executar tarefas inerentes à profissão de policial.
Ele costuma ser uma etapa obrigatória dos concursos para ingressar na corporação, mas também pode ser exigido periodicamente para policiais na ativa, especialmente quando se busca uma promoção.
A definição do tipo e duração da atividade pode variar de acordo com as regras da Polícia Militar de cada estado. Em geral, exercícios aeróbicos e de calistenia fazem parte do programa, o que inclui atividades como corrida, natação e movimentos como abdominais, flexões ou barra fixa, por exemplo.
Além de executar as tarefas exigidas, costuma ser necessário realizar as séries dentro de um limite de tempo específico.
