
Ler Resumo
Realizado em parceria entre instituições públicas e privadas, a pesquisa Mapa do Genoma Brasileiro traz dados inéditos sobre a hereditariedade do câncer em nossa população.
Ao contrário do que a maioria da população acredita, aqueles que nascem com mutações que predispõem à doença não representam a maioria dos casos.
Após análise de 275 pacientes com câncer de mama, próstata e colorretal, foram encontradas alterações genéticas associadas aos problemas em 12% deles.
Os tumores também têm seu próprio DNA, nos quais foram identificadas 91 variantes patológicas.
“É fundamental fazer essa investigação, já que a nossa população tem uma diversidade única e o conhecimento sobre genética pode orientar o uso de tratamentos específicos, como as terapias-alvo”, contextualiza o líder do estudo, Gustavo Guimarães, cirurgião uro-oncologista da BP – A Beneficência Portuguesa de São Paulo.
Escrito no DNA?
O médico Gustavo Guimarães esclarece dúvidas sobre a influência da genética sobre o câncer
Quem deve fazer teste genético?
Pessoas diagnosticadas com câncer, pois o resultado pode impactar o tratamento. Aquelas com muitos casos na família podem procurar um geneticista.
Os exames estão disponíveis no SUS?
Apenas alguns, como os de BRCA1 e BRCA2 (associados principalmente aos cânceres de mama e ovário). Acesso ainda precisa ser ampliado.
O que fazer com o resultado positivo?
Para pacientes, pode ser indicado um tratamento específico. Para pessoas sem a doença, cirurgias, exames e ajustes no estilo de vida tendem a ser recomendados.
Atitudes modificam tendências genéticas?
Cultivar bons hábitos pode evitar ou adiar o desenvolvimento da doença, além de fazer diferença no tratamento, reduzindo percalços e aumentando a sobrevida.
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