Embora o ambiente de curto prazo tenha se tornado marginalmente mais benigno, as incertezas permanecem elevadas, sobretudo diante da sensibilidade dos temas em negociação. Nesse contexto, reconhecemos um risco relevante de alta de juros nas próximas reuniões. Yihao Lin, economista da Genial Investimentos
Após decisão do Fed, projeções de juros nos Estados Unidos subiram. A curva de juros americana apresentou forte inclinação, com a ponta curta cedendo mais do que o mercado precificava para esta reunião, enquanto a ponta longa abriu de forma significativa, com destaque para os títulos de 30 anos, que avançaram mais de 10 pontos-base.
A reação dos mercados reflete a percepção de que um discurso duro, sem ações concretas ou maior clareza sobre o momento de uma eventual atuação, tende a aumentar a pressão sobre o Fed para que coloque em prática a postura que vem sinalizando. Marcos Freitas, analista macroeconômico da AF Invest
Petróleo é negociado hoje perto da estabilidade. Preço do petróleo acomoda após firme alta ontem. O contrato futuro do barril do tipo Brent, com entrega para outubro, referência principal da commodity, cedia 0,2%, a US$ 87,94, após ter subido 7,9% ontem, a US$ 90,74.
Mercado brasileiro reage hoje a dados econômicos de preços e emprego. A FGV soltou o IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado) de julho, com variação negativa de 1,16% no mês, mas com acumulando alta de 2,76% em 12 meses. O IBGE divulgou a taxa de desemprego no país para o mês de junho, com a mínima histórica para o período.
Mercado vai calibrar apostas nos juros. Os dois indicadores são usados pelos agentes econômicos para avaliar se o Banco Central poderá continuando cortando a taxa básica de juros Selic. O Copom (Comitê de Política Monetária) tem a próxima reunião semana que vem, terça e quarta-feira.
