Vídeo: Rússia revida ataque e gera megaincêndios em Kiev – 04/08/2026 – Mundo

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Vídeo: Rússia revida ataque e gera megaincêndios em Kiev – 04/08/2026 – Mundo

Forças de Vladimir Putin lançaram um intenso ataque aéreo contra Kiev na madrugada desta quarta-feira (5, noite de terça no Brasil), destruindo infraestrutura logística civil em larga escala, num revide à campanha ucraniana contra centros semelhantes na Rússia.

Diante disso, disse o influente assessor presidencial Serhii Beskrestnov, conhecido como Flash, “o inimigo começou uma nova fase da guerra de atrito, onde ele ataca de tudo”.

Ao menos uma pessoa morreu, mas as buscas por desaparecidos e o resgate de feridos continua. Ao menos 30 mísseis balísticos e centenas de drones foram empregados no ataque, que começou logo depois da meia-noite e continuava ao longo da madrugada.

O emprego dos mísseis aproveita a escassez de interceptadores para os dez sistemas americanos Patriot à disposição de Volodimir Zelenski, os únicos capazes de tentar barrar tal ameaça, enquanto os drones saturam as defesas antiaéreas de baixa altitude.

As imagens divulgadas em redes sociais impressionaram mesmo aqueles acostumados com a violência da guerra, que está no seu pico neste 2026. Incêndios colossais tomaram a paisagem noturna, e um bairro entrou em alerta pelo vazamento de amônia em uma indústria, sem consequência ao fim.

Um grande centro logístico da empresa de varejo digital Rozeska foi atingido e pegou fogo. Já um ataque direto destruiu inteiramente o shopping Epitsentr, o maior de Kiev para artigos de casa e construção.

Foram alvejados também depósitos da líder do mercado de entregas expressas, a NP, e da rede de supermercados Novus.

Algumas imagens sugerem que os russos empregaram ogivas de fragmentação no ataque, provavelmente explodidas a partir de mísseis balísticos do modelo Iskander-M. Tais armas são condenadas por diversos países pela destruição indiscriminada e por deixar explosivos no solo, mas tanto Rússia quanto Ucrânia não as vetam e já as empregaram na guerra.

Essa ofensiva é uma resposta direta de Moscou à campanha lançada a partir do dia 18 de julho pelo rival contra centros logísticos da maior varejista online russa, a Wildberries.

Conhecida como a “Amazon russa”, a empresa e unidades de distribuição atingidas ou destruídas, levando caos ao sistema de entregas na Rússia, pressionando Putin entre seus apoiadores de classe média que fazem grande uso deste tipo de serviço.

A ação foi expandida contra outras duas empresas nesta terça, com um depósito de uma distribuidora de produtos da região de Moscou sendo destruído num ataque com drones que matou cinco pessoas.

A sequência de ataques afetou ainda mais a avaliação popular de Putin, que segue acima de 70% segundo sondagens independentes, mas abaixo dos mais de 80% de aprovação usuais.

O presidente já lidava com os danos causados pelos ataques às refinarias russas, que provocaram desabastecimento e obrigaram medidas de emergência como racionamento de combustível e veto à exportação de gasolina e diesel.

Em seguida, Zelenski mirou o comércio graneleiro russo no mar Negro, atingindo mais de cem embarcações ligadas à Rússia.

Putin aqui respondeu na mesma moeda, bombardeando sistematicamente navios e infraestrutura portuária do rival que invadiu em 2022. A perda de capacidade exportadora ucraniana, cuja economia tem nos grãos sua maior fonte de renda, ultrapassa os 30%.

Os russos, por sua vez, tiveram de redirecionar parte do comércio para outras saídas portuárias, e nesta terça a empresa Fesco, subsidiária da gigante nuclear Rosatom que havia tido um navio afundado no sábado (1), parou suas operações no mar Negro.

Zelenski contava com sua escalada para tentar forçar os russos a voltar à mesa de negociação, processo interrompido desde que a mediação americana de Donald Trump foi suspensa devido à guerra no Irã. Na segunda (3), o ucraniano afirmou que trabalhava para encerrar o conflito com o vizinho até o começo do inverno no Hemisfério Norte, no fim de dezembro.