Segundo a empresa, a retirada e a volta do app aconteceram no mesmo dia, após a ação do Telegram. A plataforma diz ter mais de um bilhão de usuários ativos por mês e afirma que bloqueou quase 338 mil grupos e canais ligados a esse tipo de material em 2026.
O episódio gerou críticas de Tim Sweeney, CEO da Epic Games (desenvolvedora do Fortnite e crítico da Apple), que questionou o padrão adotado pela Apple. “A Apple afirmou que removeu o app da disponibilidade para um bilhão de usuários porque um usuário do Telegram postou algo horrível e ilegal. Eles não explicaram como, se esse é o padrão para remover apps, qualquer aplicativo de comunicação poderia operar em escala, incluindo o iMessage”, escreveu ele no X.
Relato de usuários indicou que o Telegram sumiu das buscas da App Store em vários países, enquanto quem já tinha o app seguia usando. Durante a instabilidade, o Telegram continuou disponível na Mac App Store e no Google Play.
Pressão regulatória sobre o Telegram
Telegram tem sido alvo de investigações e cobranças de reguladores por causa de conteúdo ilegal, incluindo abuso sexual infantil. A agência de notícias Reuters informou que, em abril, a Ofcom, do Reino Unido, abriu uma investigação após evidências sugerirem compartilhamento desse tipo de material na plataforma.
A empresa disse que nega “categoricamente” as acusações e afirma ter reduzido a circulação pública desse conteúdo desde 2018. Em e-mail citado pela Forbes, a plataforma declarou: “A Apple reportou um usuário compartilhando material de abuso sexual infantil que foi imediatamente banido. O Telegram removeu cerca de 338 mil grupos e canais relacionados a esse tipo de conteúdo em 2026”.
