Além do TikTok: como as gerações Z e Alpha estão reorganizando a mídia

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Além do TikTok: como as gerações Z e Alpha estão reorganizando a mídia

Essa é possivelmente a principal transformação em curso.

As novas gerações já não entram no TikTok, Discord, YouTube ou Roblox apenas para consumir conteúdo, conversar, dançar ou jogar. Entram para aprender, resolver problemas, desenvolver habilidades, criar, colaborar, encontrar pessoas a partir de afinidades e gerar valor para outros participantes daquele ambiente. Participar deixou de significar apenas interagir. Passou a significar contribuir.

Para as empresas que buscam se conectar com as novas gerações, a lógica deixa de ser a distribuição de mensagens e passa a ser a distribuição de valor.

Quando aprender também vira mídia

O YouTube é um dos exemplos mais evidentes dessa mudança. Durante muito tempo, foi tratado como concorrente da televisão. Hoje, tornou-se um dos maiores ambientes de aprendizagem informal do mundo. Milhões de pessoas recorrem diariamente à plataforma para aprender idiomas, programação, culinária, fotografia ou educação financeira. O entretenimento continua presente, mas divide espaço com conhecimento.

A escala desse fenômeno é expressiva. No Brasil, cerca de 70% dos adolescentes interagem diariamente com algum conteúdo no YouTube, com pico de audiência entre 13h e 18h, segundo dados da plataforma Kidscorp U18 Radar, especializada em publicidade responsável para menores de 18 anos.