Margem de lucro da Petrobras supera a da Saudi Aramco pela 1ª vez

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Margem de lucro da Petrobras supera a da Saudi Aramco pela 1ª vez

O conflito no Oriente Médio acabou favorecendo as exportações nacionais. Após ataques dos Estados Unidos, iniciados em fevereiro, o Irã reagiu restringindo a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo mundial. Diferentemente da Aramco, a brasileira não depende dessa rota, o que a tornou uma alternativa aos compradores frente às demais empresas, que tiveram atividades prejudicadas.

Restrições ao tráfego de navios elevaram o preço internacional do barril de petróleo tipo Brent para mais de US$ 100. Antes do conflito, a média era de aproximadamente US$ 70. Com isso, a petroleira brasileira passou a ganhar mais com as vendas internacionais, mas a situação também aumentou em 26,8% o preço médio de derivados vendidos no Brasil.

O governo federal repassou R$ 11,3 bilhões à empresa em subvenções de combustíveis, para diminuir impactos da guerra ao bolso dos consumidores. Ao mesmo tempo que o subsídio federal evitou altas bruscas dos combustíveis ao consumidor nacional, as margens de lucro da estatal foram preservadas.

A dívida líquida da empresa caiu 6,2% no segundo trimestre deste ano, em relação ao mesmo período do ano passado. O endividamento fechou em R$ 312,6 bilhões. Os dividendos pagos de R$ 17,4 bilhões somaram 33% do lucro, contra a média histórica de 110% entre 2020 e 2025.

O valor de mercado da estatal foi avaliado em R$ 522,7 bilhões. Apesar de uma queda de 7% frente ao trimestre anterior, o montante continua consideravelmente acima dos anos anteriores.

Análise do setor petrolífero do Brasil

O Brasil se consolida globalmente como uma das dez maiores potências em petróleo. O mercado brasileiro possui a vantagem de apresentar grande produção, capacidade de refino e alto consumo interno, destaca Cloviomar Cararine, autor do levantamento do Dieese e da FUP.