Como funcionam os sistemas antidrones para evitar acidentes em aeroportos?

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Como funcionam os sistemas antidrones para evitar acidentes em aeroportos?

Entre as alternativas cinéticas estão disparos de projéteis, redes lançadas por equipamentos portáteis ou por outros drones e até VANTs (Veículos Aéreos Não Tripulados) destinados a colidir com o alvo. Para um aeroporto, porém, essas soluções apresentam um problema central: o risco de atingir aeronaves, instalações, passageiros ou pessoas no entorno.

Por isso, em ambientes aeroportuários, ganham importância os métodos de “soft kill”, segundo o engenheiro. Um deles é o jamming, que interfere nas frequências utilizadas pelo drone para controle ou navegação por satélite. Dependendo do equipamento e da situação, isso pode fazer com que o drone pouse ou retorne ao ponto de origem, já que perde sua orientação e fica sem saber onde está exatamente.

Outra alternativa é o spoofing, que utiliza sinais falsos para enganar os sistemas de controle, sensores ou geoposicionamento do drone. Com isso, pode ser possível assumir o controle do equipamento e conduzi-lo para uma área considerada segura.

Há ainda armas de energia dirigida, como lasers de alta energia e micro-ondas de alta potência. Elas podem provocar danos físicos ou eletrônicos no drone e, em teoria, oferecer uma resposta praticamente instantânea. Schiphorst ressalta, porém, que essas tecnologias enfrentam custos elevados de desenvolvimento e implantação, além de limitações operacionais.

No ambiente aeroportuário, portanto, a preocupação é neutralizar a ameaça sem criar um risco maior. “As soluções cinéticas e de energia dirigida são, obviamente, inadequadas para ambientes aeroportuários, em especial os localizados em áreas urbanas”, afirma Schiphorst. Segundo ele, o risco de danos colaterais a aeronaves, à infraestrutura, aos passageiros e à população civil faz com que a atuação fique principalmente restrita a soluções de “soft kill”, como jamming e spoofing seletivos e controlados.

Uma vez neutralizada a ameaça, é feita uma investigação para determinar a origem e a razão da ocorrência. Um drone pode apenas ter se perdido, ter entrado no espaço aéreo restrito por engano, estar sendo utilizado pelo tráfico de drogas, entre outras possibilidades.