A nacionalização da produção é parte central dessa estratégia, diz. Somente em Minas Gerais, os investimentos somam R$ 828 milhões, incluindo R$ 630 milhões destinados à implantação da fábrica de Pouso Alegre. “Hoje o Brasil é o segundo maior mercado do Grupo Midea fora da China”, afirma.
Entre os marketplaces asiáticos, o AliExpress é o mais longevo no país, está no Brasil há 15 anos. Em 2024, a empresa fechou uma parceria estratégica com o Magazine Luiza, com cada plataforma vendendo produtos no endereço da outra (Aliexpress oferece eletrônicos, beleza, ferramentas e escritório no Magalu, enquanto este último vende bens duráveis, eletrodomésticos, móveis e eletroportáteis no marketplace chinês).
“O Brasil é um país que oferece muitas oportunidades. Apenas 15% do mercado está digitalizado, frente à metade dos Estados Unidos e da China”, diz Briza Bueno, diretora-geral do AliExpress no Brasil e na América Latina, referindo-se ao percentual das vendas que ocorrem online.
De acordo com ela, o e-commerce chinês é cerca de 80 vezes maior em faturamento do que o brasileiro, mesmo atendendo uma população apenas 6,6 vezes maior. “Na China, as margens são reduzidas ao mínimo em prol da escala e do volume, mas no Brasil o mercado está em fase de consolidação.” Para avançar, porém, existe uma trava a ser vencida: a infraestrutura logística. “A China possui uma malha logística altamente integrada, enquanto no Brasil isso ainda está em desenvolvimento”, acrescenta.
Ainda assim, o desempenho do mercado brasileiro tem sido consistente. “Estamos entre os cinco maiores mercados globais de toda a operação do AliExpress, presente em mais de 200 territórios. Nosso objetivo é integrar o ecossistema brasileiro à cadeia global de comércio, gerando oportunidades para sellers locais e oferecendo a melhor experiência possível ao consumidor”.
