Índia é um dos destinos mais procurados. A GirlsGo trabalha com destinos nacionais e internacionais. “Como o objetivo é levar mulheres para destinos mais complexos de viajar sozinha, opto na maioria das vezes por roteiros de culturas mais diferentes das nossas, como Egito, Marrocos, Turquia e Índia. Eu morei na Índia, e foi o primeiro destino internacional que trabalhei. A Índia se tornou um dos mais procurados, uma vez que as viajantes sabem do meu conhecimento e amor pelo país”, declara.
Qual o valor dos pacotes? O pacote nacional mais barato é para a Chapada dos Veadeiros, em Goiás, e custa R$ 3.000 (4 dias). Já destinos internacionais custam a partir de R$ 5.000 (América do Sul) e de R$ 14 mil (para outros continentes). Os pacotes variam de 10 a 15 dias. “No momento, o pacote para Índia e Nepal com aéreo internacional custa R$ 23 mil”, diz. A empresa não abre números de faturamento.
Em média, eram feitas de 10 a 15 viagens por ano. Só em 2026 já foram 20 e, segundo Gilsimara, a perspectiva é aumentar cerca de 30% até 2027. “O plano de negócios da empresa não possui escala grande, pois opto por qualidade e proximidade com as clientes. Um volume muito grande de viagens tiraria da empresa esse aspecto intimista e seguro”, afirma. Os grupos são de 12 a 16 mulheres. Cerca de 3.000 mulheres já viajaram com a GirlsGo. A recompra está em 30% da clientela.
A empresa representa tudo o que acredito: viagem é mais do que turismo, é uma ferramenta de empatia, empoderamento e auto transformação. O aumento no número de mulheres viajando está ligado diretamente ao aumento da nossa independência financeira e emocional. Não é só um negócio, é liberdade.
Gilsimara Caresia, fundadora da GirlsGo
Desafio é manter padrão de qualidade
Empresas estão na tendência do mercado. Jaqueline Nestlehner, consultora de negócios do Sebrae-SP, diz que as empresas identificaram uma necessidade do mercado e a transformaram em negócio focado em um nicho bem específico. “No turismo, a segmentação vem crescendo. Agências de turismo oferecem hoje roteiros exclusivos para idosos, para o público do cicloturismo, para famílias. Mas as duas empresas têm o foco único em mulheres”, afirma.
