O descarte incorreto também pode contribuir para refluxos e extravasamentos de esgoto, com riscos sanitários e prejuízos ao imóvel.
Então nenhuma instalação brasileira suporta o material? Na realidade, também seria incorreto afirmar que todos os sistemas brasileiros são incapazes de transportar papel higiênico. Uma instalação moderna, corretamente dimensionada, com tubulações conservadas e vazão suficiente pode permitir a passagem de pequenas quantidades de papel de rápida desintegração. Isso, porém, deve ser confirmado por quem conhece as condições do imóvel e as características do sistema local.
A existência de uma rede pública de esgoto, sozinha, não é garantia de que o descarte seja apropriado. O papel precisa atravessar primeiro o vaso e todo o encanamento do imóvel. Da mesma forma, uma construção nova não elimina automaticamente o risco de instalação inadequada ou baixa vazão.
E quem usa fossa séptica?
A presença de fossa séptica também não determina, isoladamente, a resposta. O que importa é saber se o sistema foi projetado, instalado e mantido para receber papel higiênico.
Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental, a EPA, permite o descarte de papel higiênico em fossas sépticas. A orientação norte-americana é que apenas dejetos humanos e papel sejam lançados no vaso.
