Para os títulos atrelados à variação cambial, o limite segue entre 3% e 7%. A estabilidade também foi mantida para o prazo médio dos títulos, que entre 3,7 e 4,1 anos. O intervalo é o mesmo registrado no relatório divulgado em janeiro.
Prêmios de risco elevados ainda dificultam emissões de longo prazo. O cenário é observado pelo Tesouro como desfavorável para papéis prefixados de prazos mais longos. Com isso, o órgão justifica que o ajuste das regras visa ao alinhamento às condições reais do mercado.
Preferência por títulos indexados à taxa Selic cresceu no mercado. O Tesouro afirma que as mudanças refletem o ambiente de maior instabilidade e taxas de juros elevadas, o que faz investidores buscarem papéis de menor duração. Atualmente, a taxa Selic está em 14% ao ano.
Governo busca preservar o plano de financiamento com transparência. Com as alterações nos limites de referência, o Tesouro Nacional defende o compromisso de assegurar a regularidade dos financiamentos da dívida com títulos públicos federais.
Incertezas geopolíticas também contribuem para as mudanças anunciadas. As tensões globais em meio à guerra no Oriente Médio são citadas pelo Tesouro como um motivador de impactos diretos nas condições financeiras mundiais, o que exige as alterações.
Estimativas preveem que Dívida Pública Federal vai fechar 2026 em, no máximo, R$ 10,3 trilhões. O limite é o mesmo indicado no início do ano e mantém o valor mínimo em R$ 9,7 trilhões. Caso o valor máximo seja atingido, a dívida deste ano será 19,1% superior à registrada em 2025 (R$ 8,65 trilhões).
