A valorização da carne a partir do conhecimento, da origem e de tudo o que existe por trás de cada corte é o ponto de encontro entre o Terroir da Carne, experiência gastronômica idealizada e comandada por Larissa Morales, primeira Sommelière de Carnes do Brasil, e o movimento A Carne do Futuro é Animal.
As duas iniciativas compartilham o propósito de ampliar o olhar do consumidor sobre a carne, transformando informação em ferramenta para escolhas mais conscientes e em uma experiência do produto.
Referência nacional no universo do churrasco e da cultura da carne, Larissa Morales conduz uma proposta que apresenta a carne sob uma perspectiva semelhante à utilizada para compreender o vinho: a influência do território e dos processos de produção sobre as características do produto.
“O objetivo é que o público explore a carne a partir do conceito de terroir, ampliando o entendimento para como os territórios, as raças, manejo e produção impactam no sabor, no aroma, na maciez, na textura e suculência. Assim como no vinho, a carne expressa o lugar e a forma como foi produzida”, destaca Larissa.
É justamente nessa ampla compreensão que o Terroir da Carne encontra os princípios de A Carne do Futuro é Animal, movimento criado para aproximar o consumidor urbano do universo que existe antes de a carne chegar ao prato. A iniciativa busca transformar consumidores em conhecedores, levando para a cidade informações sobre origem, genética, alimentação, bem-estar animal, sistemas de produção, sustentabilidade, qualidade, maturação, cortes, conservação e preparo.
A proposta do encontro dialoga diretamente com a premissa de A Carne do Futuro é Animal: aproximar quem consome de quem produz e revelar a história, a tecnologia e o conhecimento envolvidos na cadeia da carne.
“A carne faz parte da rotina de milhões de brasileiros — do churrasco de domingo às refeições cotidianas, dos restaurantes às hamburguerias. Ainda assim, existe uma distância significativa entre consumir carne e conhecer carne”, ressalta Gazu, representante do movimento. É nesse espaço que o movimento pretende atuar. Em vez de apresentar a cadeia de forma excessivamente técnica ou fragmentada, A Carne do Futuro é Animal busca traduzir esse universo para a linguagem do consumidor, por meio de conteúdos, experiências e conversas.
Os dois movimentos reforçam, assim, uma visão de futuro em que a carne deixa de ser apenas um produto de consumo e passa a ser compreendida também por sua origem, história, qualidade, saúde, diversidade e pelo conhecimento que existe por trás de cada corte.
