Primeiro parecer de auditores da UE foi positivo para aves e mel do Brasil

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Primeiro parecer de auditores da UE foi positivo para aves e mel do Brasil

A possibilidade de reciprocidade está prevista dentro do próprio acordo entre Mercosul e UE. Mas essa alternativa, mencionada na nota do governo brasileiro, ainda não está sendo seriamente avaliada. O Brasil aposta numa solução negociada.

O protecionismo europeu

Existem outros problemas no horizonte. Em 1º de julho, a UE substituiu a antiga salvaguarda temporária ao aço por um novo regime permanente (Regulamento (UE) 2026/1384) que, entre outras alterações, modifica tarifas e regras de origem.

A partir de 30 de dezembro, entrará em vigor o Regulamento Europeu sobre Desmatamento, aprovado em 2023, que proíbe a exportação ao mercado europeu de produtos associados a desmatamento ou degradação florestal ocorridos após 31 de dezembro de 2020. Para acessar o mercado, o exportador precisa provar, com rastreabilidade e geolocalização, que a commodity não vem de área desmatada nesse período.

A China vem sofrendo com o protecionismo da UE. Desde outubro de 2024, a UE aplica direitos compensatórios definitivos aos veículos elétricos a bateria produzidos na China, de 7,8% a 35,3%, além da tarifa normal aplicável. A investigação foi aberta ex officio pela Comissão Europeia, com fundamento nos subsídios chineses e na ameaça de dano à indústria europeia.

Em junho de 2025, a UE utilizou pela primeira vez o IPI (International Procurement Instrument) contra a China. Empresas chinesas passaram a ser excluídas de licitações públicas europeias de dispositivos médicos de 5 milhões ou mais, e os contratos abrangidos não podem conter mais de 50% de dispositivos médicos originários da China. A justificativa é a falta de reciprocidade no mercado chinês de compras governamentais.