Entre os produtos que mais contribuíram estão petróleo bruto, com alta de 23,8% nas exportações. Soja aparece com 15,2%; minérios de cobre, com 80,6%; ouro não monetário, com 58,7%; carne bovina, com 22,3%; e carne de frango, com 22,4%.
Vendas aos EUA caem no ano
Exportações brasileiras para os Estados Unidos caíram 9,7% entre janeiro e agosto, para US$ 24,1 bilhões. A redução foi de US$ 2,6 bilhões em relação ao mesmo período de 2025.
Em agosto, porém, houve alta de 12,1% nas vendas aos americanos, para US$ 3,19 bilhões. Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior, Herlon Brandão, a oscilação não pode ser atribuída a um único fator. “Dadas as múltiplas interferências no comércio com os Estados Unidos, temos observado uma grande oscilação nesse fluxo”, disse.
Agosto já foi um mês inteiro sob efeito das novas tarifas, segundo o Mdic. Mas, o diretor destacou que tanto produtos atingidos quanto itens que ficaram de fora das medidas registraram crescimento. Aeronaves, por exemplo, estão entre os produtos excepcionados e tiveram aumento das vendas.
Duas novas medidas tarifárias dos EUA foram publicadas em julho. Elas estabeleceram sobretaxas de 25% e 12,5%, que podem ser acumuladas e chegar a 37,5% sobre determinados produtos. Segundo estimativa do Mdic baseada nas exportações de 2024, 23,1% das vendas brasileiras aos EUA estão sujeitas às novas sobretaxas, enquanto 52,7% ficaram fora delas e de outras tarifas adicionais setoriais.
