Em julho, a OpenAI informou que seus modelos de inteligência artificial (IA) estiveram por trás de um “incidente cibernético sem precedentes” que afetou a plataforma para desenvolvedores da Hugging Face.
Casos envolvendo outras empresas do setor, como a Anthropic e Alibaba, também foram registrados.
Para Türk, países que hospedam IA e aqueles envolvidos em suas cadeias de suprimentos precisam se unir em torno de “linhas vermelhas acordadas”. “Precisamos de verificação independente e de colaboração muito mais forte em segurança dentro do setor”, defende. “Um punhado de homens tem poder quase ilimitado sobre a IA, que nos dizem repetidamente ter capacidade computacional inimaginável. Falam de liberdade, mas, olhando mais de perto, isso se revela pouco mais do que a liberdade de explorar nossos dados”, acrescenta.
Em seu discurso, Türk chamou a atenção para o complexo cenário global atual e a importância de não aceitar certos discursos como destino imutável. “Vivemos uma era de extremos. Guerras devastadoras, polarização dolorosa, caos climático e mudanças tecnológicas vertiginosas fazem com que as pessoas se sintam desorientadas e até impotentes. Forças poderosas trabalham para criar e sustentar esse sentimento. Magnatas da tecnologia, populistas e interesses instalados, amplificados por câmaras de eco nas redes sociais, dizem-nos que essas tendências são inevitáveis. Na verdade, é o oposto”, afirma. “A história está repleta de pessoas corajosas que agiram para resistir à opressão e exigir seus direitos”, conclui.
