Ao assumir o poder em novembro do ano passado, ele precisou adotar medidas para solucionar o problema da falta de combustíveis e de dólares, após herdar a pior crise econômica em 40 anos, que o presidente atribuiu aos antecessores de esquerda Evo Morales (2006-2019) e Luis Arce (2020-2025).
A Bolívia utilizou as reservas financeiras para manter um preço baixo dos combustíveis, mas isso provocou uma ausência quase total da moeda americana.
O preço do litro da gasolina e do diesel dobrou em dezembro de 2025. O segundo voltou a aumentar em agosto, mais de 100%, e atingiu 18 bolivianos, cerca de 2 dólares (10 reais).
O governo havia anunciado que acabaria com o subsídio dos combustíveis em janeiro de 2026, mas começou pelo diesel a partir de sexta-feira e ainda falta uma decisão sobre a gasolina. “Tomamos a decisão de que, a partir de hoje, o diesel custará o mesmo que nos custa comprá-lo fora”, afirmou o presidente em uma mensagem divulgada pelo canal estatal de televisão.
Paz afirmou que o subsídio, principalmente ao diesel, custa ao Estado quase 55 milhões de dólares (282 milhões de reais) por semana, mas que apenas incentiva o contrabando, porque os preços nos países vizinhos são superiores. Ele disse que o custo por litro “flutuará de acordo com o preço internacional”, mas que permitirá garantir o abastecimento permanente e que acabará com o “negócio dos contrabandistas”.
Como contrapeso à medida, anunciou ações na área social para aliviar o impacto sobre os setores mais vulneráveis.
