Desenrola 2.0 corta R$ 22 bilhões em dívidas, mas famílias seguem sufocadas

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Desenrola 2.0 corta R$ 22 bilhões em dívidas, mas famílias seguem sufocadas

Composição da dívida representa problema que leva os devedores à inadimplência. Bazzo explica que o endividamento atual está associado ao cartão de crédito, que cobra uma taxa média de juros acima de 400% ao ano, a mais elevada do sistema financeiro. “Ter uma dívida não representa um problema. A questão é o custo dessa dívida e a fatia do orçamento que ela ocupa. […] Com esse custo, qualquer fatura que não é paga integralmente dobra em poucos meses”, afirma ela.

Não adianta falar só em remediar o problema sem tratar os sintomas que levam à dívida. A causa está no comportamento, na falta de planejamento e, obviamente, na falta de reserva financeira. Paula Bazzo, planejadora financeira da Planejar

Número total de inadimplentes caiu 1,89% em agosto, para 73,71 milhões de brasileiros. Dados compilados pelo Indicador da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e do SPC Brasil mostram que o volume representa que 43,9% da população está com contas em atraso por mais de 90 dias. “A gente precisa olhar para o ciclo de inadimplência nos próximos 12 ou 18 meses para poder afirmar se o Desenrola foi efetivo”, diz Bazzo.

Desenrola para empresas

Programa também abriu espaço para a renegociação de dívidas de micro e pequenas empresas. Pelo Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), foram cerca de 265 mil operações contratadas, somando um valor aproximado de R$ 37,77 bilhões.

Operações pelo Procred (Programa de Democratização do Crédito) somaram R$ 2,3 bilhões em cerca de 62 mil contratos. O programa é voltado para microempreendedores individuais e empresas de pequeno porte com faturamento anual de até R$ 360 mil.