José Castanho diz que sempre procurou ensinar pelo exemplo. “Não adianta cobrar de alguém algo que você não seja capaz [de fazer]”, afirma.
Mesmo já trabalhando como piloto, buscou se qualificar. “Eu sou formado num curso de gestão de empresa aérea e sou pós-graduado em segurança de voo”, conta. E revela: “Eu entrei na Gol, não tinha inglês, mas corri atrás”, lembra.
Para Gabriel, a principal herança recebida não está relacionada à pilotagem. “O principal valor do meu pai é a integridade. Ele sempre prezou e passou para mim que a palavra não pode ser quebrada. E não só falava isso, ele mostrava isso. Muitas vezes ele dava sua palavra para amigos e ele sempre cumpria, mesmo que fosse prejudica-lo”, destaca.
Na casa dos Cartolano, Marcelo diz que procurou ensinar aos filhos a serem “pessoas corretas, honestas, estudiosas e dedicadas”. “Seja qual for a profissão, que fizessem com bastante amor, carinho e dedicação. O estudo é constante e a aviação vai mudando, então, tem de estudar sempre”, diz.
Bruno destaca outro aprendizado passado pelo pai, a resiliência. Durante a pandemia, quando o mercado parou e o ingresso na aviação comercial demorou, foi o pai quem o convenceu a seguir em frente. “A resiliência é o fato de meu pai nunca ter me deixado desistir e, se isso tivesse acontecido, ele estaria lá para me levantar”, afirma.

