Rentabilidade cresceu a 16,2%, ante 14,6% um ano antes. O banco atribuiu o avanço ao maior volume médio de crédito e à melhora do spread, com destaque para a margem de passivos.
Carteira de crédito cresceu 11,6%. Por outro lado, as despesas para devedores duvidosos, que refletem custos para cobrir calotes, aumentaram 22,6% na base anual, para R$ 10 bilhões.
Resultado do Bradesco contou com forte crescimento da carteira expandida de crédito, apontam analistas do Itaú BBA. Os profissionais consideraram o balanço positivo do ponto de vista operacional, com receitas financeiras crescendo acima do esperado e manutenção das projeções para 2026. Sinais de pressão na qualidade dos resultados foram apontados como ponto de atenção pelo time liderado por Pedro Leduc.
Embora a qualidade do lucro tenha sido um pouco menos robusta, devido ao avanço das provisões no varejo e ao desempenho mais fraco das receitas de tarifas, o lucro gerado foi suficiente para sustentar o crescimento do banco. Por isso, mantemos recomendação de compra para as ações, embora o impacto imediato sobre os papéis deva ser neutro. Pedro Leduc, analista do Itaú BBA
Para analista do Citi, resultado do Bradesco reflete a continuidade da melhora da rentabilidade. O desempenho tem sido impulsionado pela aceleração da carteira de crédito, que cresceu 12% na comparação anual, além dos avanços em eficiência operacional. As despesas permaneceram sob controle e o índice de eficiência caiu para 46,5%, beneficiado pela otimização da rede de agências, digitalização e maior disciplina de custos. Por outro lado, indicadores de qualidade de crédito mostraram sinais mistos, com aumento na formação de créditos problemáticos e redução dos níveis de cobertura.
Operacionalmente, o Bradesco continua avançando em sua agenda de transformação e apresentando ganhos tangíveis de eficiência. No entanto, a qualidade dos ativos deve seguir no centro das atenções, diante da deterioração observada em parte da carteira de varejo, da redução dos níveis de cobertura e do aumento do custo de risco. Gustavo Shroden, analista do Citi
