g1: Em um eventual Lula 4, quais medidas de ajuste fiscal poderiam ser aplicadas?
Bruno Moretti: Veja, aqui não é bem ‘a’ medida. A gente tem a responsabilidade, como governo, de encaminhar para o Congresso Nacional projetos de diretrizes orçamentárias e de orçamento, com essa trajetória de resultado primário capaz de colocar a dívida numa rota de sustentabilidade. E, do ponto de vista do orçamento, está, e no ano que vem, quais são as receitas, quanto você vai entregar desse esforço fiscal, projetando um esforço de 0,5% do PIB. O primeiro passo muito importante foi a vedação de se fazer novas renúncias no ano que vem. Do ponto de vista da despesa, também é preciso lembrar que temos vários instrumentos operando para além dos gatilhos. A própria revisão dos cadastros dos programas sociais segue em curso. É um trabalho permanente que, inclusive, viabilizou em parte essa projeção de um crescimento menos acentuado das despesas neste ano. Nós temos medidas de limitação de despesas que implementamos, contando com a parceria do Congresso. Por exemplo, Proagro e Seguro-Defesa. Essas despesas variavam muito ao longo do exercício. Se nós precisarmos de novas medidas, nós vamos tomar, porque vamos cumprir a trajetória fiscal com a qual estamos nos comprometendo para o ano que vem e ao longo dos próximos anos.
