Na Ásia, países como China, Coreia do Sul, Índia, Malásia, Indonésia e Filipinas também buscam uma supervisão mais rigorosa das redes sociais, bem como medidas restritivas, incluindo o bloqueio de supostos golpes e, em particular, a proteção das crianças.
O secretário do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicações das Filipinas, Henry Aguda, disse esperar que o acordo com a Meta ajude nas negociações com a empresa, marcadas para quinta-feira, para discutir questões como abuso e exploração sexual de crianças online, bem como golpes financeiros direcionados a filipinos.
O escritório de advocacia australiano especializado em ações coletivas Shine Lawyers informou que está em negociações com Mark Lanier, advogado que atuou na ação movida na Califórnia contra a Meta, sobre uma possível ação semelhante.
“Há anos, as famílias vêm perguntando se já foi feito o suficiente para proteger as crianças dos recursos das plataformas projetados para maximizar o engajamento”, disse Craig Allsopp, chefe de ações coletivas da Shine Lawyers.
“Estamos agora analisando se questões jurídicas semelhantes se apresentam na Austrália, inclusive se crianças e famílias australianas podem ter reivindicações relacionadas ao design, à operação e à promoção de plataformas de mídia social. Se famílias australianas foram afetadas, elas merecem respostas.”
(Reportagem de Byron Kaye em Sydney, Karen Lema em Manila, Kyu-seok Shim em Seul, Pawel Florkiewicz e Marek Strzelecki em Varsóvia, Ashley Tang em Kuala Lumpur, Dominique Patton em Paris, Inti Landauro em Bruxelas e Toby Sterling em Amsterdã; texto de Anne Marie Roantree)
