
Lisa Su, presidente e diretora executiva da AMD, em apresentação durante a CES 2019, em Las Vegas.
REUTERS/Steve Marcus
A Advanced Micro Devices (AMD) ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 trilhão (R$ 5,14 trilhões) em valor de mercado nesta segunda-feira (21), impulsionada pela expectativa de investidores sobre o crescimento da empresa no mercado de computação voltada à inteligência artificial.
As ações da fabricante de chips subiram 9,6% durante a manhã, a US$ 613,50 (R$ 3.153,39), e atingiram o maior valor da história.
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Com o avanço, a AMD se juntou ao grupo restrito de fabricantes de chips com valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, em meio ao aumento da demanda por tecnologias usadas em sistemas de inteligência artificial.
Agora no g1
Empresa fechou parceria com governo dos EUA
Em outubro do ano passado, o governo dos Estados Unidos anunciou numa parceria de US$ 1 bilhão (US$ 5,4 bilhões) com a fabricante de processadores AMD para desenvolver supercomputadores voltados à pesquisa científica.
Segundo o comunicado da época, os equipamentos serão usados em pesquisas como energia nuclear, tratamentos de câncer e segurança nacional, informaram à Reuters o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e a presidente-executiva da AMD, Lisa Su.
➡️ O objetivo seria de garantir que o país tenha supercomputadores potentes o bastante para realizar experimentos científicos cada vez mais complexos, que demandam alto poder de processamento de dados.
As máquinas podem acelerar descobertas científicas nas principais áreas de interesse dos EUA.
Segundo o secretário de Energia, os supercomputadores devem impulsionar avanços em energia nuclear e de fusão, em tecnologias de defesa e no desenvolvimento de novos medicamentos.
A fusão nuclear, reação que ocorre no Sol, é estudada por cientistas e empresas que tentam reproduzir o processo na Terra ao colidir átomos leves em um gás de plasma sob calor e pressão extremos.
“Fizemos grandes progressos, mas os plasmas são instáveis e precisamos recriar o centro do Sol na Terra”, disse Wright à Reuters.
Segundo ele, a inteligência artificial desses sistemas deve acelerar o progresso da pesquisa e pode levar a avanços práticos na geração de energia por fusão nos próximos dois ou três anos.
*Com informações da Reuters
segunda-feira, 21 de setembro de 2026