Belz diz que turmas menores também ajudam no nivelamento, já que, mesmo quando os alunos estão no mesmo estágio, cada um tem um ritmo de fluência diferente. Para ele, o desafio é equilibrar o negócio com a entrega pedagógica.
Existe uma tentação muito grande nesse meio de falar: ‘Se eu botar 15 alunos na turma, eu vou ganhar mais dinheiro?’. Vai ganhar mais dinheiro, mas vai ensinar menos, vai ensinar mal. Desde o dia um, trabalhar com turmas que são no máximo oito alunos em volta de uma mesa é para proporcionar um ambiente mais favorável à conversa.
André Belz
O fundador afirma que o formato “face to face” acontece literalmente em torno de uma mesa, em vez de carteiras tradicionais. A ideia, diz, é criar um ambiente mais propício para diálogos e situações parecidas com as do dia a dia.
A gente trabalha com muitas dinâmicas voltadas para conversação, os nossos ‘diálogos inteligentes’. Dentro de uma conversa, você cria situações reais, mais próximas do dia a dia, para que o aluno se veja dentro de um contexto e consiga responder. Mesmo que ele responda um pouquinho errado, o professor ajusta, mas é o processo de comunicação que está em jogo.
André Belz
Na frente do negócio, Belz diz que a rede orienta franqueados a abrir turmas com 3 a 4 alunos para que o grupo seja “minimamente rentável” e para não perder interessados que querem começar logo. Ele afirma que, no início, uma escola começa sem alunos e pode avançar gradualmente para 30, 50, 80 ou 100 estudantes conforme a operação cresce. Quando chega à faixa de 400 a 500 alunos, afirma, a unidade passa a ter mais turmas preenchidas e maior disponibilidade de horários.
Belz também define o posicionamento da Rockfeller como “premium acessível”. Segundo ele, a mensalidade média fica em torno de R$ 400, mas o preço é definido de acordo com a realidade de cada mercado. Há franquias que cobram R$ 600, enquanto em outras localidades o valor chega a R$ 320.
